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sábado, 14 de abril de 2012

Novos desafios

Quando me despedi do projeto em Luanda em 27/07/11 foi muito difícil acreditar que era o fim. Pelos 6 meses subsequentes, tudo me remetia ao projeto em Luanda. Mesmo tendo sido opção minha sair do projeto e vir para SP, sentia muita saudade e muita falta do trabalho, dos amigos, e até mesmo da rotina peculiar. Sempre achei que em algum momento ia voltar.

MINHA DESPEDIDA

Concordo com Alex (meu gerente inglês) que, ao sair do projeto, disse: por que dizer "Oi" é tão simples, e tão difícil é dizer "Adeus"?.
Sim, porque para 90% das aproximadamente 130 pessoas que conheci em Luanda foi de fato um adeus. O contato será pouco, e com o tempo não existirá.  Isso sem falar de umas 20 pessoas do time de Londres que só conheci por telefone, sametime, e email.
Os 10% que manterei contato são os 4 grandes amigos que fiz e alguns colegas pontuais de São Paulo.

Desde a última rotação (cada rotação eram as 3 semanas que passávamos em Luanda), quando eu via que estava passando por um momento que não ia se repetir (uma festa, um restaurante, uma praia) eu chorava de saudades antecipadas.
Última praia do Mussulo

Última balada

Último almoço em Família
Vivi, eu, Monica, Shih, Pri e Bruno
Eu andava com minha máquina fotográfica para cima e para baixo, mas nunca tinha levado para o almoço. Que bom que Vivi levou no meu último almoço.

Amei os 14 meses que passei em Luanda. Fui muito feliz como não imaginava que seria.

Todo mundo que vai embora do projeto tem festa de despedida.
Na minha festa nos reunimos no terraço do hotel, jantamos pizza, e no meio da noite o sócio presente fez um discurso e brindamos com Moet Chandon ou Veuve Clicquot (é sempre uma das duas).
Eu e Chris (sócio canadense)
O clima já estava esfriando um pouquinho, já era inverno.

Algumas despedidas antes da minha (e nos 2  últimos meses foram muitas, praticamente toda semana) o pessoal criou um "discurso" além do discurso padrão do sócio que agradece o comprometimento, dedicação, esforço, e faz alguma piada com alguma situação pela qual a pessoa passou. O novo discurso consiste em compilar frases que fazem da pessoa que esta info embora única.

Vídeo com a compilação de motivos que me fazem única!
Vale a pena assistir (em inglês). Tradução literal no youtube, se clicar no vídeo.

Resumindo, falaram:
- que estou sentindo muita falta de casa pois estava sentindo cheiro de acarajé nas ruas de Luanda (não era acarajé, mas era verdade, eles cozinham tudo com dendê, até feijão);
- que sou professora de forró, axé e lambada,
- que sou a única baiana que não gosta de praia, pimenta e água de coco,
- que falo inglês mais rápido do que os americanos e ingleses,
- que sou a única baiana que fala rápido,
- que sou a "mãe" do projeto e comprei uma mesa na África do Sul e ainda tinha espaço na mala;
- que fui a única com quem um deles brigou em frente ao cliente (brincadeira interna... rss).

Ganhei uma linda montagem com fotos assinada pela equipe. Além de uma linda pulseira da Acessorize em nome do Projeto como agradecimento pelo trabalho e dedicação. Todos os brasileiros que viajaram comigo sabiam que eu gostava da loja, pois eu sempre parava para ver as novidades do duty free de Joanesburgo.

Dos 4 amigos que fiz, Victor Shih (paulista, filho de taiwaneses, leu o discurso "porque sou única"), Bruno (paulista), Priscilla (curitibana) e Vivi (mineira), só recebi pedidos de extensão da minha permanência. Nós 5 nos auto-denominamos Família, e evitávamos falar isso na frente dos outros. Mas no último dia, quando Bruno fez o discurso, ele falou que eu deixava uma família em Luanda.

A FAMÍLIA: Pri, Bruno, Eu, Shih e Vivi
Não sei quem chorou mais, Eu ou Pri.
Pri retorna de Luanda na próxima semana, Bruno fica até junho, Shih retornou em dezembro e Vivi retornou logo depois de mim, em agosto.

Vídeo (em inglês) do discurso de Bruno.
Foi totalmente inesperado. O padrão é o discurso do sócio e o que faz da pessoa única.
Se alguém não conseguir entender em inglês, clica no vídeo que a tradução estará no youtube.

Vídeo (em inglês) do discurso de Anna (minha gerente alemã).
Também fui pega de surpresa com o discurso dela.
Se alguém não conseguir entender em inglês, clica no vídeo que a tradução estará no youtube.

Para quem acha os alemãos frios, podem mudar de ideia.
Ela escreveu no meu cartão: "Lara, obrigada por tudo o que você fez no projeto e não estou falando de trabalho! Sentirei muito a sua falta. Tudo de bom para você no Brasil e bom começo em São Paulo. Grande beijo, Anna" (traduzido)

A mensagem que acho que melhor retrata a minha pessoa em Luanda é de um colega baiano, que conheci em Luanda, pois faz parte do escritório de SP.

"Larinha,
Como não estava no escritório quando partiu.. não pude me despedir ...
Sinta-se abraçada e com certeza ficam meus votos de mto sucesso na sua nova etapa em SP!
É gratificante ver pessoas que estão aqui em Angola por estarem satisfeitas de estar aqui... por entenderem o que representa esse projeto e o quão enriquecido é para nós.
E com certeza vc é uma das poucas q realmente identifico esse "carinho e respeito" pelo projeto, uma das poucas q nunca vi reclamando em estar aqui e que saiu mostrando o quanto agradecida e feliz de ter feito parte disso!!!
Nos vemos em SP ou em SSA!!!
Bjs e boa sorte
Bruno Oppel"

Algumas mensagens no cartão:
De Mônica, minha pupila e companheira de Safari
"Lara, não sabia que seria tão difícil te substituir. É difícil porque você vai embora. Conheci uma pessoa incrível e que vai ficar guardada no meu coração. Queria muito que você ficasse, mas esse será um passo na sua vida muito importante. Tenho certeza que terá muito sucesso. Saiba que deixou uma amiga em Luanda e quando for ao Rio está obrigada a me visitar, hein? Amei a nossa viagem me diverti muito com você. Agradeço muito todos os conselhos e sugestões. Não mude seu jeito de ajudar, se ser "acelerada" nunca! Está sendo difícil dizer Até Logo. Ainda vamos nos encontrar nesse mundinho pequeno..."

De Sonia, colega portuguesa

"Larinha, a tua alegria contagiante vai deixar saudades. Espero receber noticias tuas frequentemente daqui em diante. Agora sem a Susana e sem ti no projecto, vou passar a ser a única pessoa a falar e rir escandalosamente alto... Não sei se consigo aguentar essa responsabilidade, portanto é bom que voltes depressa."


De Shih, colega de equipe e amigo
"Lara, só vc sabe o prazer que foi trabalhar com vc nesse projeto. Agradeço muito por todo o apoio e conselhos que vc me deu durante nossa convivência aqui. Vc é uma grande amiga que eu não vou esquecer jamais. Vamos sentir muitas saudades suas. Espero que tudo corra bem no seu próximo desafio em SP."



De Maico, colega de SP (foto)
"Larinha, a pessoa certa para se ter por perto em qualquer situação. Prazer enorme te conhecer e surpresa mais do que agradável de saber que está indo para SP."

De Amir, colega francês, único que conversava comigo na minha primeira semana
"Lara, eu ainda me lembro. Eu pude testemunhar a único dia do projeto quando vc ainda era calma e silenciosa." (traduzido)


De Paolo, sócio italiano "Eu nunca vi vc calma e silenciosa, mas eu acho que foi tão não natural, que foi impossível reproduzir esse dia. Vc ficará na memória do projeto. Obrigada por todo seu trabalho, esforço e dedicação." (traduzido)

De Elen, colega holandesa (foto)
"Querida Lara, foi um prazer trabalhar (festa?) com vc. Te desejo tudo de bom na sua nova casa e lembre-se: vc continuará sendo a "mãe ganso" do projeto. Se cuide" (traduzido)

                  

De Alan, colega carioca do escritório de Londres (foto esquerda, acima)
"Querida Lara, acho que vc sabe que o fim do seu tempo em Luanda marcará o fim de uma era para muitos de nós. É raro encontrar alguém tão sincera, amiga, e dedicada como vc."

De Paula, colega cearense do escritório de SP (foto direita, acima)
"Larinha, nossa vou sentir tanta sua falta! Jamais vou esquecer daquele seu sorriso ao me recepcionar quando cheguei no projeto. Vc foi 10, é 10 e sempre será 10. Sua energia é contagiante e pode ter certeza que o pessoal do office de SP tem muita sorte de te ter por lá."
Agora, mais do que nunca, sei que isso foi de fato uma despedida.

NOVOS DESAFIOS

Muitos podem nem ter ficado sabendo, nem fiquem zangados comigo, mas desde fevereiro não trabalho mais na EY.

Após:
- quase 2 meses,
- dezenas de contatos e currículos enviados,
- entrevistas em 9 empresas tais como Avon, Bovespa, Melhoramentos Papeis, Qualicorp Seguros, Grupo Ultra e Saint-Gobain (do grupo da Telhanorte, Brasilit e Weber),
- muitas vezes tendo feito mais de 1 entrevista por empresa (as vezes 3 ou 4),
- fazia entrevista dia sim, dia não;
- ter recebido só 3 "nãos";
- e ter sido finalista em 6 processos,
- recebi 2 propostas formais.

Assim, na próxima segunda-feira iniciarei minhas atividades como Coordenadora de Controles Internos da Belden Poliron. A Belden é uma empresa norte-americana com mais de 100 anos, que atua no Brasil há 15 anos, mas só ano passado adquiriu a Poliron (fábrica).

Agora, mais do que nunca, tenho certeza que vou ficar em São Paulo.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

9 anos de Paz em Angola / Praia, Fim de Semana

Em 4 de abril de 2002, após a morte do líder rebelde Jonas Savimbi, foi assinado um acordo de cessar-fogoz (Memorando de Entendimento Complementar ao Protocolo de Lusaka) entre as forças governamentais de Angola e os rebeldes da Unita.

O acordo pôs fim a 27 anos de um conflito que fez quase 500 mil mortos e destruiu as principais infra-estruturas do país.

A assinatura do Memorando pelos Chefes dos Estados Maior General das Forças Armadas Angolanas e do então Alto Comando das Forças Militares da UNITA, marcou o fim da guerra de 27 anos vivida em Angola. Antes da assinatura deste documento, as negociações para o fim da guerra pareciam ter chegado ao fim quando, em 1994, foi assinado o Protocolo de Lusaka, o qual não foi implementado na sua totalidade pela UNITA, e o país permaneceu em guerra.


Um pouco mais de história

A paz só foi possível após a morte em combate de Jonas Savimbi, o lendário rebelde angolano, contra as tropas do Exército em Fevereiro de 2002. Líder da Unita (União para a Independência Total de Angola), Savimbi lutou durante 27 anos contra as forças do MPLA (Movimento para Libertação de Angola), partido da situação no governo angolano hoje.

Angola alcançou a independência de Portugal após a Revolução dos Cravos, que marcou o fim do salazarismo, em 11/11/1975. Na época, Agostinho Neto, líder do MPLA, de orientação marxista, foi então proclamado Presidente. Mas a Unita, uma organização anticomunista, apoiada pelos EUA e pela África do Sul, não reconheceu o novo governo e recorreu às armas. Com a morte de Agostinho Neto, em 1979, e a ascensão de José Eduardo dos Santos (presidente até hoje), foram realizadas algumas tentativas de paz. Mas Savimbi se recusava a depor as armas, e a guerra não cessou.

Em 1992, como parte de um acordo de paz, foram realizadas eleições presidenciais e estas reconduziram o líder do MPLA, José Eduardo dos Santos, ao poder. Savimbi não reconheceu a vitória e retomou a luta armada. Com o Acordo de Luzaka, em 1994, houve mais um esforço de pôr fim aos conflitos. Além da desmobilização das tropas, estabeleceu-se a formação de um Governo de Unidade e Reconciliação Nacional (chamado de GURN), que tomou posse em 1997. Savimbi, mesmo nomeado vice-presidente, negou-se a entregar as áreas de exploração de diamantes que estavam sob seu controle e os combates foram reiniciados. A morte de Savimbi tornou-se um marco histórico para Angola.


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Em 2011 inauguramos uma nova opção de praia. A praia em si a mesma que sempre fomos, mas a infrastrutura é outra e fica a 100m da anterior. Para a realidade angolana, é considerado um resort.




 



Eu e Paulinha (Fortaleza)


Aqui também tem vôlei. Eu é que não tenho aguentado jogar por conta do calor.

Ju e Eu, devidamente protegida do Sol.


 
 

domingo, 20 de março de 2011

Curiosidades - Luanda (20/03/2011)

Foto "antiga": última baladinha 2010 em Luanda (26/11/2010).
Eu, Lutz (alemão), Rui (português), Mari (paulista), Bartira (mineira) e Bruno (paulista).


Acabei de chegar de mais uma baladinha... (são 3:35 e está passando na Globo Internacional o show do Asa de Águia no Festival de Verão 2011).

Desde que cheguei aqui há 10 dias (pós-Carnaval) dormi mal, tarde, o trabalho foi intenso, estressante.
Em 10 meses de Angola (surpreso? toda vez que faço as contas também me surpreendo) só não fui aos programas sociais oferecidos em 2 situações: nas duas primeiras sextas-feiras do ano fizemos festa até de manhã, o que impossibilitou a ida a praia no dia seguinte.

Hoje foi a primeira vez que não sai porque não quis.
No último sábado uma amiga ficou conversando no meu quarto até raiar o dia.
Resultado? Domingo acordei tarde, dormi tarde, segunda-feira acordei cedo, passei o dia morta, e ao longo da semana a situação só foi piorando.

Ontem, quando deu 1:30 na festinha, o olho pesava. Sai a francesa (como 99% das pessoas fazem) e fui dormir. As 8h acordei, mas não tive coragem de sair da cama. Só levantei às 14h. A consequência mais uma vez é que não estou com sono, vou dormir tarde, acordar tarde amanhã, e a bola de neve começa a rolar...

Só me resta colocar o despertador para acordar em um horário razoável amanhã/hoje.

Pela primeira vez aqui em Angola, fizemos balada até de madrugada no sábado e teremos programação no domingo. :D Mas, mais uma vez, não vou. Quero ficar quieta no meu canto e tentar postar umas fotos e comentários sobre a viagem do Marrocos. O texto está pronto, só tenho que adicionar as fotos... :O

Curiosidades da noite:

1) A tão falada lua foi um fiasco aqui em Luanda. Foi mais uma lua cheia comum. Nada de especial Disappointed.

Em Luanda, também estava nublado, mas estávamos dançando na balada na beira da praia à céu aberto.
"A lua cheia de hoje, vista da cidade de São Paulo, apresenta-se 13% maior e 30% mais brilhante do que as outras luas cheias do resto do ano. Isto porque desde 1993, a Lua não estava tão próxima da Terra como hoje. " (Fonte: UOL)

2) Um colega alemão, Lutz, que fez aniversário hoje (domingo) está aqui no projeto desde que cheguei. Ele AMA o Brasil, aprendeu português morando em São Paulo por conta própria. Logo que eu cheguei, eu não conseguia entender nada que ele falava. Alemão com um SUPER sotaque alemão falando português era mais difícill do que chinês falando inglês.
Como ele viaja muito (ele não deve ir na Alemanha há pelo menos 6 meses) tem uma "namorada" em cada canto do mundo. Conversando sobre as "namoradas", perguntei se ele não tinha uma namorada baiana, já que passou o Reveillon 2009/2010 em Morro de São Paulo. Ele disse que sim, e que era de Ipiaú!!!!!!!!!!!!!!!
Não acreditei!!!! Eu ria e ele não entendia nada!!! Claro que tive que explicar que passei minhas férias, Semana Santa, São João, Natal em Ipiaú, que minha mãe era de lá... blá blá blá.

Eu, Lutz (alemão), JD (americano), Jim (americano) e Rafael (paulista) na festa de despedida do JD em 25/01/2011.


3) Vocês sabiam que Vicente já está com um dentinho? Eu soube hoje por acaso...


4) Descobri que um colega baiano da EY São Paulo foi ao meu aniversário de 2006!!! :O
Coisas que só acontecem na Bahia...
A minha saída do Cetead e início na EY em 2006, coincidiu com o meu aniversário. Para comemorar, fiz uma festinha no play-ground lá do prédio. Tinha recentemente reencontrado um colega da época do Mendel e o convidei. Sabendo que ele ficaria deslocado sugeri que ele levasse um amigo. Esse amigo hoje é meu colega de EY e trabalhou com Liana na organização da Copa do Mundo.



segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Jogo dos 7 erros

Não vou exigir muito.
Não precisa achar 7 erros.
Se achar um erro já ganha o prêmio de mais esperto.
Mas para isso, Anônimos, se identifiquem e assinem!


Luanda - 18 de fevereiro de 2011.


Amanhã, mais um post do Marrocos.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Dia 4 de fevereiro - Dia Nacional do Esforço Armado

Hoje foi o 2o feriado angolano em que não trabalhamos no escritório em função da importância do feriado. O primeiro foi o feriado de Finados. No feriado da Independência em novembro eu não estava aqui, então não sei como foi. Desde que estou aqui, teve o feriado do Fundador da Nação e Dia dos Heróis Nacionais (setembro) e o aniversário de Luanda (25/01) em que trabalhamos normalmente.

Entrada do Aeroporto 4 de Fevereiro - Luanda/Angola
Mascote da CAN - Copa Africana das Nações que aconteceu em janeiro/2010.


  Foi em 4 de fevereiro de 1961 que se iniciou o maior levante popular, organizado contra o colonialismo português, para reivindicar a independência de Angola. Na ocasião, um grupo de pessoas, munidos de paus e outras armas brancas, atacaram a casa de reclusão e a cadeia de São Paulo para libertarem presos políticos, ameaçados de morte.
  O regime colonial fascista reagiu brutalmente e respondeu com uma ação de repressão em todo o país, com assassinatos, torturas e detenções arbitárias.
  Essas prisões arbitrárias e detenção, além de assassinatos de várias pessoas indefesas, levou alguns nacionalistas a organizarem-se para a luta de libertação.
  A construção de um Estado unido, sem distinção de raças ou credo religioso foram outros dos objetivos perseguidos pelos heróis do 4 de Fevereiro.
  O papel do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) na preparação e organização da ação já constava do anúncio feito pelo seu Comité Diretor na conferência de Londres de Dezembro de 1960.
  Desde então, a resistência anti-colonial vivenciada nos movimentos de libertação e outros grupos de ação clandestina, passam a ter alcance de reivindicações internacionalmente reconhecidas, conducentes, por exemplo, aos processos das independências das colónias africanas.
  Os acontecimentos de Fevereiro de 1961 traduziram-se assim numa sublime expressão de nacionalismo, demonstrada pelos angolanos.


Fonte: Blog Leste de Angola (com algums adaptações)
http://lestedeangola.weblog.com.pt/arquivo/223567.html

A independência de Angola só foi proclamada 14 anos depois, em 11/11/1975


Monumento aos Heróis do 4 de Fevereiro (Foto Angop)

domingo, 14 de novembro de 2010

Mais um fim de semana (30/Novembro)

Sei que querem saber da viagem a África do Sul, mas antes tenho que contar do último fim de semana antes da viagem.

Mais um fim de semana, mais uma vez praia. O Sol estava quentíssimo!!!! E olha que saímos para a praia às 9h da manhã.

Vista chegando no "pier" onde pegamos o barquinho para ir até a Ilha do Mussulo.
Vivi (BH) e eu no barquinho.

São 20 min com o vento forte e barulho ensurdecedor do motor. Todo mundo com os iPods nas alturas no ouvido. Ninguém consegue conversar.

O Sol estava tão quente, que a gente não conseguiu jogar vôlei. A areia estava muito quente.

Assim, só me restou cozinhar no mar. Mesmo com todo protetor solar do mundo, meus braços ficaram bronzeados e com um pouquinho da marca do biquini no pescoço. Segundo minha mãe, deve ser por causa da cenoura que como todos os dias... rsss

Pode ver que eu estava com o boné na mão. Só tirei para tirar a foto.
Eu e Ana (Portuguesa)
Eu na Ilha do Mussulo devidamente protegida com uma camisa branca.

No caminho de volta, algo estranho aconteceu.

Tudo ficou fechado, o céu preto, e CHUVA, muita CHUVA!

Caminho de volta da praia.
Dá para ver o contraste da praia e da chuva chegando contra nós.

Às 16h os carros estavam andando com farol ligado. Ao chegar no hotel, para descermos da van, tivemos que nos enrolar nas toalhas, foi uma confusão.

Vista do alagamento a partir da janela da minha varanda.


Ao chegar no hotel só tive tempo de passar uma camada de esmalte preto nas unhas, muito mal passado, e fui com Vivi na cozinha do hotel fazer 4 latas de brigadeiro para nossa festa de Halloween. Da cozinha, fomos direto para o terraço arrumar a decoração. Todo mundo ajudou, ficou lindo.



A festa não foi a mais animada que fizemos. O pessoal mais animado estava fora de Luanda em treinamento, e tinha muita gente nova, que ficou constrangida. Mas valeu a pena. Minha segunda festa de Halloween de verdade. A primeira foi em 2003 no Canadá com a mesma fantasia de hoje e 10kg a menos...



1. Português, Morto / 2. Paulista, sem fantasia / 3. Baiano, acidentado / 4. Carioca, vampiro

1. Francês, marinheiro / 2. Francês/Libanês, Aladim / 3. Alemão, pirata-morto / 4. Canadense, jogador de hockey.
 
1. Francês, de francês / 2. Português, imperador grego-romano / 3. Portuguesas, odaliscas

A turma toda!


Finalmente um namorado...




... mas tive que dividir com um monte de gente... kakaka

  

  
  

Depois de tanto beijo e abraço, ele não aguentou... rsss



No dia seguinte só nos restou curar a canseira na piscina. Relaxante!!!
 

Ao fundo, os viciados na academia.
Aninha (Portuguesa), Vivi (BH), Pri (Curitiba) e eu

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