Meu Carnaval, como boa baiana, começou uma semana antes, dia 02/02, Dia de Yemanjá, Lavagem do Rio Vermelho. (Em Salvador, acontecia o Ensaio Geral do Camaleão com o Chiclete com Banana - em 9 edições, essa é a segunda que eu não fui.)
Vila Madalena/SP
Soube que teria carnaval de rua na Vila Madalena, e lá fomos nós. As paulistas nunca tinham ido. Chegamos às 16h. Às 17h, São Pedro, junto com Yemanjá, nos presenteou com a típica chuva de verão.
Fabiana, Fernanda e eu após a chuva.
Não tinha banheiro químico, nem isopor para comprar bebida. Os tais blocos ninguém viu. Acho que chegamos muito tarde. Mas valeu pela experiência e a companhia das amigas.
Carol e eu.
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Há alguns anos o Carnaval de Salvador vinha me cansando. Depois da Lei Seca, achar táxi para ir para Ondina e conseguir um taxista que cobrasse pelo taxímetro no retorno era uma maratona.
Esse ano adiei o quanto pude. Emiti a passagem para Salvador por milhas em dezembro e no meio de janeiro comprei dois camarotes.
Quinze dias antes do Carnaval, sai para jantar com uns amigos em São Paulo e surgiu a proposta de ir ao Rio de Janeiro. Inicialmente relutei, mas fui convencida. Pedi reembolso das passagens e pedi a Liana para vender meus camarotes.
Sexta-feira, 08/02/13.
O ônibus era 00:50. Só que a rodoviária é ao lado do Anhembi, onde acontece o desfile das escolas de samba de São Paulo. Peguei um táxi até o metrô mais próximo (Santa Cruz), e fui de metrô até a rodoviária. O metrô já era uma festa: ou o povo estava indo ao Anhembi ou à rodoviária. Farofa completa. Encontrei minhas amigas na rodoviária, retiramos os bilhetes e descobrimos que ônibus estava atrasado em 1h. Saímos as 2h da manhã.
O ônibus parou em algum lugar no caminho, mas nem tomei conhecimento. Acordei às 9h. Não fazia ideia de onde eu estava. Abri o mapa do celular e descobri que estava no Rio de Janeiro, a 2km da rodoviária. Mas quando olhei para fora, eram filas e filas de ônibus. Só conseguimos sair do ônibus as 11:20. Mais um caos para pegar táxi. Fomos direto ao apartamento em Laranjeiras.
Sábado, 09/02/13.
Almoçamos, compramos comidinhas para deixar em casa e fomos para a rua.

Vista do apartamento.
Vista do apartamento.
A turma era grande no início.
Fomos atrás do Bloco Barbas (esquina da Rua Arnaldo Quintela com Rua Assis Bueno, Botafogo às 15h). Atrasou. Fritamos com o sol quente. Espertamente tinha saído com protetor FPS70 no rosto e FPS50 nos braços e ombro. Era uma briga por cada metro quadrado de sombra. Mesmo com um mini trio elétrico o som não saia. Não conseguia entender uma música. Cansamos de tentar entender o que se passava e soubemos que tinha a Banda de Ipanema. Lá fomos nós.
Ao chegar em Ipanema só víamos gente, gente e gente. Nem sinal de bloco. Fizemos hora, batemos perna até cansar e retornamos para casa.
A procura da Banda de Ipanema
Domingo, 10/02/13.
As 10h já estávamos no Aterro do Flamengo aguardando o Bangalafumenga.
A turma começou a diminuir.
Mas muita gente nos aguardava. hihihi
Começou com mais de 1h de atraso. Apesar de também ter mini trio elétrico só escutávamos um barulho. Duas vezes tocou uma música mais conhecida, e todos cantaram. Aí foi possível ouvir a música. Milton Nascimento estava lá, cantou uma música, mas ninguém ouviu.
Fazendo um intervalo na sombra.
Almoçamos e seguimos para a piscina para relaxar pois a tarde tinha mais bloco.
Com o protetor solar devidamente reaplicado, fomos atrás do Simpatia é Quase Amor em Ipanema às 16h. Dessa vez andamos bastante, mas não alcançamos o bloco.
Ao retornar, o metrô estava fechado em função da multidão. A segurança ia liberando pequenos grupos para entrar. Até que o nosso grupo foi liberado. Ao chegar em casa, a manchete da Globo.com era...
Que meda!
Reprodução: Globo.com
Acho que chegamos antes ou depois da foto, pois a multidão não estava dentro da estação. A polícia e os seguranças retiveram as pessoas do lado de fora, e iam liberando o acesso a medida que o metrô chegava para não ter quebra-quebra ou acidentes.
Segunda-feira, 11/02/13.
Fomos atrás do Volta Alice em Laranjeiras, às 9h. O bloco já tinha saído, mas o percurso era na rua Alice. Rua apertadinha e super arborizada. Como a rua era uma subida, e cheia de curvas, o som se perdia... mas um bloco sem música. Quando chega lá em cima, o mini trio elétrico fica lá em cima e o povo "volta".
Mais uma sessão de piscina e voltamos ao Aterro do Flamengo às 15h atrás do Sargento Pimenta. MUITA gente. Não dava para ouvir todas as músicas, mas dava para ouvir algumas. O suficiente para animar. O repertório era Beatles ao som de marchinhas. Ficamos até de noite.
Terça-feira, 12/02/13.
Bloco Carmelitas em Santa Tereza. Por todo o bairro existiam faixas em referência ao bondinho, que tem que ter manutenção e voltar a funcionar, pois as pessoas sobem a pé. A própria marchinha falava disso.
Inspirado no quadro O Grito, o desenho da estampa da camisa do Bloco das Carmelitas retrata uma freira em choque com a falta de bondes no bairro de Santa Teresa.
Esperamos a Orquestra Voadora que estava prevista para as 14h e nada. Até hoje esperamos. Na verdade esperamos até as 16:30 pois tinha que ir ao aeroporto às 18h.
Ao chegar em casa, não tinha água. buuuaaaaaa
Sobrou uma caneca de água só para refrescar o corpo e fomos ao aeroporto. Santos Dumont X Campinas de Azul. Adorei! Dentro do avião tinha sinal de tv a cabo Sky, e pude ver a programação ao vivo durante a decolagem, voo e aterrissagem. Só desligaram na hora de abrir as portas. Assisti o final do Jornal Nacional, Salve Jorge e o início do BBB. O lanche também é mega completo: escolhe entre batata frita, amendoim, biscoitinho, goiabinha, docinho, e o refrigerante não é copo, é a lata inteira. Teve uma baita turbulência ao descer em Campinas e a minha latinha voou no avião. Ainda bem que estava vazia.
Cheguei em Campinas e peguei o ônibus que a Azul disponibiliza até Congonhas. Mais um táxi e estava na minha caminha.
Apesar do piloto ter dito que estava 20c em Campinas, para mim estava o mesmo calorão do Rio.
Resumo:
Bloco Barbas - o bloco anda, mas não consegui distinguir a música, não gostei.
Banda de Ipanema - o bloco anda, não vi.
Bangalafumenga - o bloco é parado, mas não consegui distinguir a música, não gostei.
Simpatia é Quase Amor - o bloco anda, não vi.
Volta Alice - o bloco anda, não ouvi.
Sargento Pimenta - o bloco é parado, o repertório é bom, as vezes ouve música.
Carmelitas - o bloco anda, só toca a própria marchinha do ano, como se fosse escola de samba, é cansativo.
Orquestra Voadora - não vimos o bloco.
- Cada bloco dura entre 2h e 3h.
- É muito legal ver a dedicação das pessoas nas fantasias. Cada uma mais incrementada do que a outra.
- Mesmo todas tendo pego dicas com amigas cariocas, acho que faltou uma carioca conosco para dar as dicas de onde ir e onde não ir, além dos horários.
- Não vi minha tia Vi, Edinho, tia Adélia, tia Ana Lúcia, nem Eugênia.
- Só volto ao Rio no Carnaval para assisti ao desfile das Escolas de Samba na Sapucaí.

















